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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Análise Fundamentalista

Deonir Joani Tomaselli

Para quem quer um pouco mais de segurança ao investir no mercado acionário é indicado utilizar-se da análise fundamentalista. A análise fundamentalista é aquela que irá analisar os fundamentos das empresas e da economia em si, para ver se o momento é bom ou não para comprar ações na Bolsa, e se for qual empresa ou setor é o mais recomendando dentro deste momento. Bem diferente do analista técnico que pode operar no curto prazo, o analista fundamentalista é mais adepto da estratégia comprar e segurar. Quando encontra boas empresas, depois de um longo estudo, não há porque se desfazer delas no dia seguinte, uma vez que os fundamentos não mudam de uma hora para outra.

Existem várias formas e métodos de se fazer análise fundamentalista, mas um ponto em comum entre eles, falando de forma bastante simplificada, é analisar se o preço do mercado (aquele que está sendo negociado na Bolsa) está caro ou barato. Quando o analista fundamentalista encontra “pechinchas”, o que não significa “mico”, vale lembrar, ele compra. Ao contrário ele aguarda um momento melhor ou procura outra empresa. Você compraria um carro numa garagem que o vendesse por 30 vezes mais do que todas as outras vendem? Não, é claro. Ao menos espero que não. Mas acreditem, tem gente que compra ações pagando caro assim.

Um dos indicadores que podem ser usados é o chamado valor patrimonial. Valor patrimonial é o valor que empresa vale de fato, no seu balanço. Algumas vezes o preço que está sendo negociado na Bolsa é bem mais alto, outras não. É importante saber quantas vezes mais o mercado está pagando. Só assim você pode ter uma idéia de se está caro ou barato. Mas é preciso ter claro que o valor exato não pode ser levado em conta. As vezes um número 4 vezes maior pode ser aceitável. Para saber o analista fundamentalista faz a comparação com outras empresas do setor.

O segundo critério fundamentalista, que em geral interessa aos investidores de longo prazo são os dividendos. Para entender este parâmetro podemos pensar numa analogia com o aluguel. Digamos que você esteja querendo comprar um imóvel para depois alugar. Você tem R$ 100.000 disponível par tal investimento. O seu corretor lhe mostra as diversas possibilidades com este valor. Só que depois de uma pesquisa com a vizinhança, você descobre que um deles é possível alugar por R$ 1.000,00 e outro por R$ 3.000,00. Qual deles você compraria? Nas ações é a mesma coisa. As empresas mais lucrativas distribuem mais dividendos do que as outras, e o acionista será o beneficiado, ou não, com isto.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Breve Introdução à Análise de Investimentos

Como vimos no Post Passos Básicos para Começar a Investir na Bolsa de Valores , comprar ações é muito simples e não exige nenhum conhecimento amplo. Entretanto uma vez que o investidor tenha disponibilizado recursos na corretora deve tomar uma decisão: quais ações irá comprar? Esta já é uma decisão que envolve um pouco mais de conhecimento e cujo resultado será o lucro ou prejuizo do investimento.
Para auxiliar o investidor na sua tomada de decisão, existem as chamadas análises de investimentos. As mais conhecidas são a análise técnica (ou gráfica) e a fundamentalista, mas existe ainda uma terceira, a análise quantitativa. Veremos de forma bem resumida um pouco de cada uma delas que depois serão aprofundas em post posteriores.

A Análise fundamentalista se baseia nos fundamentos das empresas e da economia em si. Para isto, seus adeptos, procuram verificar se o preço do mercado, ou seja, aquele que está sendo negociado na Bolsa de Valores, está caro ou barato em relação a estes fatores. Se estiverem baratos a recomendação é de compra, se estiverem caros é de venda.

A análise técnica baseia-se num pressuposto, de uma das correntes de psicologia, que acredita ser a natureza humana mais ou menos constante, ou seja, as pessoas reagem de forma simular em situações semelhantes. Acredita também que os investidores compram e vendem ações mais sob influencias de emoções (como ganância, medo, esperança, orgulho, etc) do que da razão pura e simplesmente. Os preços, resultado das decisões dos investidores, ficam expressos nos gráficos, deixando “pistas” sobre uma possível direção para os preços no futuro.

Já a análise quantitativa, bem pouco conhecida dos investidores comuns, mas já utilizada por grandes gestores de investimentos, é baseada na estatística utilizando-se métodos matemáticos, como correlação, desvio padrão e outros para determinar pontos de compra ou de vendas de ações.