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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Hilo Activator

Deonir Joani Tomaselli

De uma forma muito parecida com o clássico SAR parabólico ou com as bem difundidas médias móveis, o Hilo Activator é mais um importante indicador de análise gráfica, sendo útil principalmente para quem opera no curtíssimo prazo. Como a maioria dos indicadores, indica para onde está caminhando a tendência. Porém diferente de outros indicadores de cruzamento, ele foi desenvolvido para ser usado no intraday e nos fornece momentos de entrada e saída bem mais precisos que estes outros.


O Hilo Activator é plotado sobre o gráfico de preços, preferencialmente o de linha, formando uma espécie de escada que oscila acima e abaixo dos preços, na medida em que estes sobem ou descem. Assim ele nos fornece indícios de inícios de tendências de alta ou de baixa, mostrando os pontos de entrada e saída para o intraday. Sua utilização correta é comprar quando o primeiro degrau cruza para baixo dos preços e vender quando um novo primeiro degrau cruza para cima.
O método também foi desenvolvido para fornecer pontos de stop no intraday. Para isto depois de comprar no cruzamento coloque um stop no valor exato do primeiro degrau. Depois disso vá subindo o stop a cada novo degrau, até que o indicador cruze para cima dos preços novamente, onde você seria “estopado”. Veja o gráfico abaixo para compreender melhor.


A grande vantagem deste método é que ele fornece os números exatos para o Trader deixando-o menos sujeito a análises subjetivas e mudanças de estratégias devido a influência das emoções na hora que está observando o pregão se desenrolar a sua frente. Métodos como estes são uma dádiva para o Trader iniciante que ainda não aprendeu a arte da disciplina.


Entretanto, como acontece com outros indicadores no curtíssimo prazo, o Hilo pode acabar nos fornecendo pontos de saídas demais, o que acaba tirando o Trader do mercado antes do fim da alta. Assim, uma forma de otimizar os lucros com este indicador consiste em combiná-lo com uma LTA. Desta forma a recomendação seria a seguinte: você compra no cruzamento da primeira “escada” do indicador, depois traça a LTA e a partir daí vai mantendo-se posicionado até que a reta seja cruzada. Desta forma o stop será adicionado menos vezes, o que permitirá aproveitar melhor a tendência, e obter um lucro maior.


segunda-feira, 22 de março de 2010

Pivot



O pivot acontece quando há uma mudança no comportamento da massa. O Pivot de alta ocorre quando, por algum motivo que ainda não se conhece, novos compradores entram no mercado fazendo com que os preços não consigam mais atingir o seu limite mínimo (suporte). O preço cai até o primeiro suporte (ponto 1), depois sobe formando um novo topo (ponto 2), em seguida volta a cair, mas não chega mais ao suporte (ponto 1), parando em menos da metade entre os pontos 1 e 2. Forma-se aí o ponto pivot que é uma indicação de compra. O ponto 4 é a confirmação do rompimento da resistência quando um novo topo mais alto é formado. O pivot point pode ser usado em qualquer prazo, fornecendo excelentes resultados para quem opera em prazos curtos, utilizando-se de gráficos de períodos menores de 15 minutos.

Uma outra forma de utilizar o pivot é através do simples cálculo. A fórmula mais utilizada consiste em somar a máxima, a mínima, o preço de abertura e o de fechamento, dividindo o resultado por 4 para obter uma média. Quando o preço cruza o número obtido para cima é um sinal de compra e quando cruza para baixo um sinal de venda.

(Preço de Abertura+Preço de Fechamento+Máxima+Mínima)/4

Alguns programas de análise técnica nos fornecem um indicador que vai calculando o pivot automaticamente após cada fechamento da unidade de tempo escolhida. No exemplo abaixo, o pivot é representado pela linha amarela, que fica entre outras quatro linhas. As duas superiores são vermelhas e representam as resistências, enquanto as inferiores, verdes, representam os suportes. Quando os preços (linha azul clara) cruzam esta linha para cima o rompimento nos dá um indicativo de compra, quando os preços cruzam o pivot para baixo, o rompimento nos fornece um indicativo de venda. Uma vez rompido, podemos projetar o preço até a próxima linha, seja o suporte quando o rompimento for para baixo, seja a resistência quando o rompimento for para cima. Este indicador é uma ótima forma de operar no intraday, e a ele podem ser agregados outros rastreadores de tendências para montagens de estratégias.

sábado, 20 de março de 2010

Introdução à Análise Gráfica

Os adeptos da análise técnica acreditam que os preços do mercado, refletem tudo o que se passa na economia, nos fundamentos e também as expectativas dos investidores. É bem simples entender, se pensarmos em tomada de decisão. As pessoas decidem comprar ou vender de acordo com suas expectativas sobre o futuro das empresas, e não de acordo com os dados propriamente ditos. Não existem estatísticas para as expectativas das pessoas, mas elas ficam expressas nos preços de mercado, já que, o preço de mercado é o consenso entre os que acham que o mercado vai subir (compradores) e os que acham que vai cair (vendedores). Assim já que o preço reflete tudo, para o analista técnico basta olhar para o gráfico para fazer suas projeções de mercado.

Para o analista técnico é o comportamento da massa de investidores que comanda a direção dos preços no mercado. Os preços formam topos e fundos nos gráficos, deixando tendências que podem ser observadas. Quando topos e fundos mais altos estão ocorrendo diz-se que a tendência é de alta, e no contrário, topos e fundos mais baixos indica tendência de baixa.

Charles Dow, considerado o pai da analise gráfica, propôs uma teoria que explica as tendências do mercado. Para Dow, existem duas tendências: tendências de alta e de baixa. Entretanto existe ainda o mercado lateral ou sem tendência. A tendência de alta se divide em três fases: acumulação, alta sensível e euforia. Uma tendência de alta pode ser analisada, traçando-se uma LTA (linha de tendência de alta) no gráfico de preços, unindo-se os preços dos fundos principais com uma reta.


LTA
Mas o mercado também tem tendências de baixa que se divide em: distribuição, pânico e baixa final. Esta pode ser analisada pelo traçado de uma reta LTB (linha de tendência de baixa), que liga os topos principais com uma reta.
Enquanto uma LTA segue, o mercado está comprador. O rompimento da LTA fornece um indicativo de venda para aquela ação. Enquanto uma LTB continua, os investidores estão com expectativas ruins, e o mercado está vendedor. No momento que esta reta é rompida ela fornece um sinal de compra, que é baseado na mudança das expectativas dos investidores.

LTB


sexta-feira, 19 de março de 2010

Breve Introdução à Análise de Investimentos

Como vimos no Post Passos Básicos para Começar a Investir na Bolsa de Valores , comprar ações é muito simples e não exige nenhum conhecimento amplo. Entretanto uma vez que o investidor tenha disponibilizado recursos na corretora deve tomar uma decisão: quais ações irá comprar? Esta já é uma decisão que envolve um pouco mais de conhecimento e cujo resultado será o lucro ou prejuizo do investimento.
Para auxiliar o investidor na sua tomada de decisão, existem as chamadas análises de investimentos. As mais conhecidas são a análise técnica (ou gráfica) e a fundamentalista, mas existe ainda uma terceira, a análise quantitativa. Veremos de forma bem resumida um pouco de cada uma delas que depois serão aprofundas em post posteriores.

A Análise fundamentalista se baseia nos fundamentos das empresas e da economia em si. Para isto, seus adeptos, procuram verificar se o preço do mercado, ou seja, aquele que está sendo negociado na Bolsa de Valores, está caro ou barato em relação a estes fatores. Se estiverem baratos a recomendação é de compra, se estiverem caros é de venda.

A análise técnica baseia-se num pressuposto, de uma das correntes de psicologia, que acredita ser a natureza humana mais ou menos constante, ou seja, as pessoas reagem de forma simular em situações semelhantes. Acredita também que os investidores compram e vendem ações mais sob influencias de emoções (como ganância, medo, esperança, orgulho, etc) do que da razão pura e simplesmente. Os preços, resultado das decisões dos investidores, ficam expressos nos gráficos, deixando “pistas” sobre uma possível direção para os preços no futuro.

Já a análise quantitativa, bem pouco conhecida dos investidores comuns, mas já utilizada por grandes gestores de investimentos, é baseada na estatística utilizando-se métodos matemáticos, como correlação, desvio padrão e outros para determinar pontos de compra ou de vendas de ações.

terça-feira, 16 de março de 2010

Os ciclos do mercado

Quando se trata de recomendações sobre investimentos na Bolsa de Valores não há dúvida: compre na baixa e venda na alta é a principal delas. Mas se isto não é segredo para ninguém porque é tão difícil seguir “esta máxima” e pior, muitos investidores novatos executam exatamente o contrário?

O melhor caminho para lançar alguma luz sobre esta pergunta é a clássica teoria Dow de análise técnica. Charles Dow, o pai da teoria propôs que a movimentação das ações na Bolsa segue ciclos de alta e de baixa. O movimento de alta é dividido em três fases: acumulação, alta sensível e euforia. Enquanto o mercado segue pelo período de acumulação apenas um pequeno grupo de pessoas se interessa pela negociação com ações, geralmente investidores profissionais e com amplo conhecimento de setores específicos da economia. Como conseqüência disto a mídia não tem grande interesse no mercado e poucas notícias aparecem em publicações que não sejam muito especializadas. Nesta fase, profissionais de outras áreas, também não tem grande interesse na Bolsa de Valores. Os advogados estão atendendo seus clientes, os médicos seus pacientes e os engenheiros desenvolvendo seus projetos. Muitos nem sabem que o mercado é acessível a qualquer pessoa. Outros perderam dinheiro em outras épocas e preferem investir em renda fixa. Conforme a teoria Dow, estes primeiros investidores compram por estarem de posse de informações relevantes sobre a empresa, informações estas, digamos assim, que não estão ao alcance do público em geral. Eles compram quase sem chamar a atenção, o que gera pouco alarde e aumento dos preços.

Na fase seguinte - alta sensível - entram em cena os investidores mais bem informados que, ao tomarem conhecimento das informações, lendo a mídia especializada e conversando com seus corretores, compram também. Como este grupo é um pouco maior, eles exercem alguma pressão sobre os preços e volume de negociação e ambos aumentam. O aumento dos preços chama a atenção de algumas pessoas que antes estavam ocupados fazendo seus trabalhos: por exemplo o arquiteto fica sabendo que seu visinho está ganhando dinheiro sem fazer muito esforço, e o interesse pelo mercado de ações começa a expandir-se. A expansão atrai a mídia comum que propaga informações sobre a alta, sobre os ganhos expressivos e chama a atenção de cada vez mais interessados em participar da festa.

A festa continua dando origem a última fase da alta: a euforia. A euforia atrai grande número de investidores novatos, e é caracterizada por muitas ofertas públicas de novas empresas no mercado, atraídas também pelos altos preços com que conseguirão vender suas ações. Este movimento gera um alto aumento nas ações que seguem muito além do que valem de fato e altera radicalmente o volume de negociação das Bolsas. Quem vende a estes investidores são naturalmente aqueles que compraram primeiro, embolsando os grandes lucros e empurrando os preços de volta para baixo, no chamado preço justo.

A baixa também ocorre em três fases: distribuição, pânico e baixa final. A primeira corresponde a saída daqueles primeiros investidores e ocorre sem muito volume e modificação de preços. Em seguida segue-se o pânico, onde diminui os interessados em comprar e os vendedores aumentam. Estes cada vez mais temerosos de suas posições intensificam a queda dos preços. Buscam compradores a qualquer preço empurrando as ações cada vez a valores mais baixos com perdas respeitáveis. As notícias ruins também se espalham e a mídia publica o caos que se tornou o mercado de ações, gerando e mantendo o pânico. Normalmente os preços caem abaixo do preço justo, ou seja, aquele que a empresa vale de fato, quando uma boa análise fundamentalista é feita, o que desperta o interesse dos profissionais do mercado. Com isto tem início a última fase da baixa- baixa final-, que muitas vezes corresponde a acumulação, com a compra dos investidores profissionais e a venda dos últimos perdedores. Como a grande maioria dos potenciais investidores não se sente atraído pelo mercado nesta fase um novo ciclo tem início...